quarta-feira, 29 de maio de 2024

Preparação do primeiro encontro online

O primeiro encontro irá realizar-se já no próximo domingo, dia 2 de Junho, pelas 17:00 horas e terá a duração de 1 hora.

O link zoom será enviado via grupo WhatsApp.

Iremos discutir e falar sobre o vídeo:

https://youtu.be/JRLJZN7HEsw?si=yh9AAVC4xThxpPaP

Deixo aqui uma transcrição livre, em português, do texto do video, para quem tenha mais dificuldade no inglês.

https://www.evernote.com/shard/s134/sh/2833e145-bf51-8405-24e6-61749c6375f8/9j1ixfD6K9fAWyDD6wUyRwRcb_10le73cF06RAzHhaSRrJ-g6tmhfLuiew

Podem deixar comentários relativos a esta discussão.


2 comentários:

  1. Este é um comentário da Teresa Lúcia:

    É o movimento que desenvolve a estrutura biotensegril. Desde a primeira célula até à estrutura mais complexa. A fáscia é o tecido conectivo que separa e segmenta como também tudo envolve.
    São os mecanoreceptores integrados na fáscia que nos permitem ganhar consciência do tempo e do espaço durante o movimento. Também é na fáscia e na matriz extra celular que encontramos embebidos os fibroblastos, responsáveis por restaurar a rede conectiva. A fáscia disponibiliza assim um sistema de distribuição de tensão:
    A distribuição de tensão tende a ser optimizada numa relação de load(a densidade da força aplicada num máximo de extensão de conexão entre tecidos)/área. Quanto maior a área do corpo a receber esse load, maior a estimulação de fibroblastos, promovendo a expansão, a conectividade da estrutura de “soft matter”. Assim, conseguimos reabilitar o nosso sistema de distribuição de tensão, contrariando desequilíbrios entre áreas de acumulação de tensão/inflamação dos tecidos e áreas que não apresentam movimento ou conexão com o resto da estrutura.
    Sob este mindset, consigo contextualizar diferentes fases no meu processo de percepção do meu movimento, durante o treino com o reformer ou no mat.
    Numa fase inicial, utilizava as contrações locais e a tensão muscular para a execução. Canalizava a tensão para as cadeias musculares mais externas e de resposta rápida: dispêndio excessivo de energia para estabilização e movimento com consequente desequilíbrio de tensão nos tecidos.
    Numa segunda fase, começo a procurar encontrar os apoios (âncoras ósseas) no contacto com a estrutura externa (reformer/mat). Por vezes, mesmo a tentativa de encontrar as âncoras, como o mindset era ação, tornava-se ineficiente. Senão vejamos, quando queremos sentir tendo por base uma ação, canalizamos energia em excesso uma vez mais, para a área que queremos sentir, em relação à estrutura! Mais uma vez estava a utilizar contrações locais! Depois, quando saí do modo agir e entrei no modo sentir/facilitar, percebi que só libertando tensão (muscular) é possível encontrar esse contacto com eficiência.
    Contudo, durante o movimento, o meu foco era o de ir transferindo a carga entre os apoios originando uma cadeia de descarga (colapso). Consegui contactar os vários pontos com o equipamento exterior, perdendo, contudo, a ligação entre os apoios. Perdia o comprimento necessário das fibras entre os apoios. Quando esse comprimento se perde, perde-se ao mesmo tempo o comportamento dinâmico em família dos fibroblastos. Com efeito, continuava a apresentar um meta estado dinâmico mas pouco eficiente em utilização da energia ( áreas com tensão excessiva/áreas sem tensão).
    Talvez possa concluir que não chegava a entrar na fase 2.
    Só agora, e foi a maior descoberta que este curso me proporcionou, consigo facilitar o meu movimento, procurando distribuir a tensão de forma uniforme, gerando comportamentos peridinâmicos em família, que permitem abrir as fronteiras entre áreas com maior tensão e áreas de menor tensão. Resultando daí a distribuição seguida da dissipação de energia.

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    1. Muito interessante teres essa noção de "evolução" na tua prática informada pelo diferente conhecimento que vais adquirindo. Interessante perceber como o conhecimento que abraçamos sobre algo, aquilo que achamos ser a "verdade", nos via modificando as possibilidades no corpo no movimento. O que eu leio, como conclusão, é que mudaste a tua prática ou a forma como estás na tua prática, com base no conhecimento que foste integrando.
      Eu sei como é difícil descrever a nossa prática (intuitiva, sentida, orgânica, individual...) no contexto específico da biotensegridade como ciência que é, com uma linguagem técnica específica. Por exemplo, os termos que usamos na nossa prática como força, tensão, energia, têm um significado bem definido em ciência que não é exatamente igual ao sentido que lhe damos na descrição corrente da nossa prática. Tu usas, com cuidado, esses termos no teu texto. Talvez possamos fazer uma meeting onde possamos abordar alguns termos de uso corrente em contexto de exercício, tentando clarificar o seu sentido, corrente e científico.
      Obirgado pela partilha experiencial.

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